Every Poem you write here
You will never understand,
Because when the waves arrive,
They will allways go off the end!

21.8.06

O AMOR e o DESERTO




Penso nos sonhos e medos que povoam os pensamentos da Princesa do Nilo e do Gladiador...o frio e o calor do deserto...os contrastes...o amor, como um deserto...infinito, incompreendido, ameaçador e tão bom..tudo ao mesmo tempo...frio e calor...queimando como brasa...cortando frio como espada...como entendê-lo...como atravessá-lo...como vivê-lo?
Ao deserto, cabe atravessá-lo...ao amor, cabe vivê-lo...ambos plenos em suas contradições!
É inútil procurar arco-íris no deserto...
Nas noites escuras, frias e secas, as estrelas cintilam com mais esplendor.

28.6.06

Quando precisar falar




Quero ouví-la...

Seus medos,

Seus segredos,

Seus amores,

Seus temores,

Tudo...

Fitarei seus olhos,

Mudo...

Eles me iluminarão,

Quando precisar falar.




- Olavo THADEU

7.6.06

“Copa tudo por dinheiro!”


Mais um dia em que o Brasil deixa a perspectiva estatística e histórica de uma Guerra Civil para viver uma situação de fato.



Hoje é 06.06.06 - Dia da Besta!



O Congresso foi invadido e depredado ... Violência ... Morte!



Calma pessoal!


Olha o noticiário:



As bolhas do fenômeno existem, mas estão sob controle. Foi apenas um problema de costura!



Estamos no país do futebol! É Copa!



“Copa tudo por dinheiro!”

3.6.06

Olavo Thadeu 2006

Posted by Picasa
Quem me vê não imagina
As coisas que já passei,
Desconhece a minha sina
E as estradas onde andei!

J. Keats (1795 - 1821)



"A poesia nos deve surpreender pelo seu delicado excesso e não porque é diferente.
Os versos devem tocar nosso próximo, como se ele tivesse lembrado algo que nas noites dos tempos já conhecia em seu coração.
A beleza de um poema não está na capacidade que ele tem de deixar o leitor contente.
A poesia é sempre uma surpresa, capaz de nos tirar a respiração por alguns momentos.
Ela deve permanecer em nossas vidas como o pôr-do-sol:
Algo milagroso e natural ao mesmo tempo."
- J. Keats (1795 - 1821)

SEGUNDO ENCONTRO


Estou de volta ao lugar


Onde a vi pela primeira vez.


Não sei o que me fez voltar,


Vontade de revê-la talvez?


Mas é tão incerto que ela volte,


Pelos mesmos caminhos caminhar,


Quanto que dessa vontade eu me solte


E por aí consiga vagar!


Será que ela vai aparecer?


É necessário que ela apareça


Não sei o que pode acontecer,


Caso uma coisa dessas aconteça,


Uma coisa dessas que atrapalhe


E faça com que ela esqueça o caminho


É impossível que meu instinto falhe,


Mas se falhar, estarei sozinho.


Como é triste esperar


Algo que não se sabe se vem


Se alguém por aqui passar


Vai notar que espero alguém


Ah! Lá esta ela!


Segue a direção do vento!


Como uma nuvem fica bela


Contrastando o firmamento


Passou como um corisco,


Tirando da noite o escuro


Parece um animal arisco


Fugindo de algum apuro


Passou tão depressa


Que mal pude olhá-la


Mas que sensação é essa


Que me sumiu a fala?


Olavo THADEU – 08.05.1977

Encontro


Lá estava ela pela pradaria,


Correndo pelo rochedo,


Saltando por entre um arbusto.


De longe, eu a seguia,


Parecia de nada ter medo,


Mas, às vezes, por um susto,


Disparava em alta velocidade.


Que estranha criatura!


Quando de longe eu olhava,


Era toda tranqüilidade,


Mostrando sua postura,


Pelos prados desfilava.


Que estranha atração


Aquela criatura irradiava.


Seu porte, seu pelo, seu passo


Me forçavam uma aproximação.


Uma visão de longe não bastava


Para contemplar aquele espaço.


Quando me dei pela conta,


O quadro já me enchia a vista.


Eu a tinha bem perto,


Parecia um animal de monta,


Que esperava na pista


A hora do portão aberto.


A curta distância, eu a seguia,


Em movimentos rápidos, a segurança


De cada passo pisar o lugar certo.


Parece que já me pressentia!


Mas ainda com esperança


De poder vê-la mais perto...


Tarde demais...


Já havia me notado!


Não me parecia assustada,


Mas já estava em atenção,


Pois a vivência tinha ensinado


Que, ao por alguém ser admirada,


Despertava-se-lhe preocupação.


Ensinuei um movimento...


Foi o bastante...


Saiu em disparada


E, no mesmo momento,


Eu já a via distante


Com a crina em revoada.


Seu corpo esbelto eu vejo


Sumir na distância cada vez mais.


O que determina esse comportamento?


A curiosidade me inspira desejo!


Será que é pedir demais,


Que se repita esse momento?


O sol já desapareceu,


Terminando mais um dia,


Levando aquela imagem,


Eu volto pensando...


O que aconteceu?


Uma imagem que fazia


Lembrar uma criatura selvagem.


OlavoTHADEU – 01.05.1977

Que aconteceu com a criança
Que levou meu coração
Que me deixou com esperança
Que esqueceu da devolução
Será que a mãe não viu
Que meu peito ficou vazio
Será que a mãe não sabe
Que ao prender a filha
Prendeu meu coração
Que acontece nessa família
Ninguém se entende
Que confusão
Será que isso que chamam
Conflito de geração
Mas os psicólogos reclamam
Que haja uma aproximação
Será que a mãe não sabe
Que a criança quer liberdade
Que será dessa criança
Longe dos olhos da mãe
Que será dessa criança
Quando vier a ser mãe
Será que a mãe já pensou nisso
Adulto não liga para isso
Isso é coisa de criança
Minha senhora
Com todo respeito
Esse vazio no meu peito
Que eu sinto a toda hora
Foi o crime mais perfeito
Que já vi até agora
Minha filha é inocente
Não sabe o que faz
A senhora é conivente
E se julga incapaz
Deixe a criança em paz






Olavo THADEU – 30.04.1977

TELEFONEMA


Alo


É você


Sou eu


Tudo bem


Tudo bem


E você


Você ligou


É liguei


Então eu liguei


Ah tudo bem


Como foi


Ah tudo bem


Ainda bem


Não deu grilo


Nenhum


Hum


...


Fala


Tudo bem


...


Que foi


Nada


Hum


Foi um brando



Que gozado


Que


A gente não se vê


É fica esquisito



Tudo bem mesmo


Claro


Não seu


Porque


Eu não te vejo


Como assim


Não vejo seus olhos


Ah


O que você pensa


Isso é gozado


Eles falam


Se falam


E eu não vejo


E daí


Não sei


Estou falando


Eu acredito


É bom


Mas não vejo


O que


O que você pensa


Olavo THADEU – 26.04.1977


A Virgem em seu Castelo

Uma vez conheci uma virgem

Que morava num castelo

Como era alto

Que vertigem

Mas como era belo

Eu tentava com um salto

Alcançar sua trança

Que beleza

Era o cabelo dela

Parecia uma criança

Que para esquecer a tristeza

Ficava na janela

Olavo THADEU – 24.04.1977

31.5.06

Quando eu te conheci

Quando eu te conheci

Eu te procurei

Demorei

Quase desisti

Mas consegui

Eu te encontrei

Quando te encontrei

Eu te deixei

Mas não agüentei

Não consegui

Eu voltei

Quando eu voltei

Não demorei

Logo te encontrei

Acho que achei

A quem sempre procurei


Alguma coisa mudou

Quando o tempo passou

Você me deixou

Mas eu não mudei

E novamente voltei

O que aconteceu eu não sei

Não sei

Se forcei

Só sei

Que te achei

Mas logo notei

Que eu não mudei

E, por alguma lei

Quando você voltou

Não sei se você notou

Mas você mudou

Tudo mudou

Ou nada mudou

Só continuou

Você não me contou

Como você ficou

Enquanto passou

O tempo que nos separou

Como é que você ficou

Todo tempo e não falou

Daquilo que você procurou

Enquanto você se afastou

E não encontrou

Será que o tempo que passou

Não demorou

Será que você encontrou

E não me falou

Agora, eu vou mudar

Quando você me deixar

Eu não vou te procurar

Não precisa se preocupar

Não estou a te ameaçar

Nem vá pensar

Que ferido, quero vingar

Vai ser difícil começar

Mas eu vou tentar

Você precisa pensar

Você precisa procurar

Você precisa encontrar

O que está a te faltar

Se um dia notar

Que não vai adiantar

Você pode voltar

Você vai me encontrar

Olavo THADEU – 23.04.1977

VIDA

COMOVIDA

VIVIDA

PROVIDA

DUVIDA

SERVIDA

MOVIDA

OUVIDA

DEVIDA

Olavo THADEU 18.04.1977

É, me meti a Poeta

Isso o afeta

Não me preocupa o que isso acarreta

Tenho uma meta

Minha direção é de uma reta

Senti a vida incompleta

E com essa poesia discreta

Que me disseram concreta

Procuro a forma correta

De dizer como poeta

Olavo THADEU – 18.04.1977

30.5.06

Que há contigo

Pergunta o amigo

É um negócio antigo

Que tento esquecer e não consigo

Quando ela passa, eu sigo

Nem penso no perigo

De encontrar um amigo

Ou, quem sabe, um inimigo

Que isso meu amigo

Perdeu a noção do perigo

Esse negócio antigo

Pode acabar contigo

É, meu amigo

Parece castigo

Estranhas o que digo

Por que não aconteceu contigo

O que aconteceu comigo

De noite, no meu abrigo

Quando estou só comigo

Penso tanta coisa e não digo

Quando estou contigo

Eu tento, mas não consigo

Você duvida do que digo

É como eu disse e digo

Não aconteceu contigo

O que acontece comigo

Olavo THADEU - 18.04.1977

Amor

Causador

Do sofredor

Amor

Encantador

Do cantador

Amor

Inspirador

Do escritor

Amor

Semeador

Colhedor

Recolhedor

Aguardador

Portador

Separador

Juntador

Novo amor

Inovador

Renovador

Aumentador

De amor

Amor

Integrador

Entregador

Curador

Não tira dor

De amor

O procurador

De amor

Achador

De amor

Sem ardor

É o amor

Olavo THADEU - 10.04.1977

Lamento

Se meu pensamento

Causa-lhe constrangimento

Mas é que neste momento

Todo regimento

Está bastante atento

Ao meu comportamento

Qualquer movimento

Ou envolvimento

Fora do estamento

É procedimento

Digno de punimento

Olavo THADEU - 05.04.1977

A REFORMA

DEFORMA

DISFORMA

O QUE INFORMA

A FORMA

E NÃO CONFORMA

Olavo THADEU - 05.04.1977

Violência

Violência

É conseqüência

Da imprudência

Da consciência

Sem ciência

Independência

Regência

Presidência

Toda essa seqüência

Em evidência

Fez exigência

De obediência

Em decorrência

Deixou em carência

A adolescência

E a previdência?

E a providência?

É que a vivência

Exige prudência!

Olavo THADEU - 05.04.1977

29.5.06

Com muito amor e arte

Com muito amor e arte,

Cada um faz sua parte!

E, assim, vamos fazendo desse mundo,

Um lugar, onde um sentimento profundo

Faz cada um seguir sua estrada.

E, ainda que leve a quase nada,

Vai com a alma alegre e festiva,

Como uma matutina estrela ativa,

Que sabe, acaba-se ao sol,

Mas tem certeza do arrebol.

Olavo THADEU 06/08/99 20:47

26.5.06

Saudade é mesmo uma palavra portuguesa,

Do tempo das Grandes Navegações.

É como viver, navegar...uma incerteza!

Quando se sente, parece não ter fim...

Por isso não tem definições.

É como buscar o horizonte,

Ou o atravessar de uma ponte.

Ao chegar do outro lado,

Vê-se que o outro lado

É o que ficou para trás.

Tem algo a ver com o passado,

Quando se pensa no futuro.

Não se permite viver o presente.

Se parece com aquilo que o Marujo sente

Quando está no Mar e lembra da Terra

E não difere do que ele sente

Quando está em Terra e lembra do Mar.

Muito mais que uma lembrança,

Encerra em si uma esperança.

Sentimento confuso, pouco entendido

Palavra que não existe em outras línguas

É sentimento, não pode ser definido,

Pois sentimento é para ser sentido.

[Ao Amigo Português - Olavo THADEU 2005]

La BAMBA - Uma história dessa música

La Bamba

A canção La Bamba, atribuída a autores diferentes e por eles disputada, na verdade, é uma canção popular do folclore Centro-americano, tendo servido, inclusive, de mote para Twist and shout popularizada pelo Beatles.

La Bamba é uma referência a corda bamba, ou característica de vida perigosa, cheia de riscos, como atravessar em uma corda bamba.

Por ocasião de um aperfeiçoamento profissional que realizei na Alemanha, tive a oportunidade de conviver com pessoas de vários países do mundo, particularmente, aquelas dos chamados Países em Desenvolvimento ou 3.º Mundo. Muito unidos e extremamente alegres os latino-americanos formavam um grupo a parte, que chamava a atenção dos demais pelas músicas e pelo futebol, sempre de muita raça. Nada contra mas, como não jogo futebol, participava mais ativamente das rodas de música, onde a música brasileira sempre fazia o maior sucesso pela variedade de harmonia, riqueza de letras e ritmo contagiante.

O gosto dos brasileiros pela música era sempre destacado e causava curiosidade em nuestros hermanitos. Nós, brasileiros, cantávamos com desenvoltura os clássicos da Música Latino Americana em espanhol, dentro da melodia e sem faltar um só pedacinho das letras. Foi em uma dessas divertidas rodas que tomei conhecimento da história de La Bamba. Após cantarmos os versos tradicionais e mais popularizados, ouvimos versos nunca dantes ouvidos por nós brasileiros. Cada uma das novas estrofes era cantada pelo representante de um país diferente, cada um a sua vez - isto me chamou a atenção. Foi então que um deles contou-nos a história que hora lhes passo.

Ficou como relato verbal, para o qual não encontrei qualquer referência bibliográfica (se vc conseguir, por favor, me passe a fonte). A história se passava nos mares centro-americanos, em época que por lá a pirataria corria solta. Quando um marinheiro roubava, ou cometia um delito grave, dentro de um barco, a tripulação o matava. Ele tinha uma chance para sobreviver: caso aparecesse outro barco por perto e o contato se fizesse, como era de costume acontecer.

A tripulação lançava uma corda - La Bamba – de um convés ao outro e, por ela, o marinheiro deveria tentar atravessar, se conseguisse chegar ao outro lado seria incorporado à tripulação do novo barco – prêmio por coragem ou por “provar” que era inocente do que lhe acusavam em seu antigo barco.

Claro que muitos marinheiros caíram n’água e viraram aperitivo para os tubarões que abundavam naquelas águas.

Observa-se que os intérpretes mais autênticos e típicos tinham, e têm ainda, quando cantam, um requebrado característico, imitando o caminhar do marinheiro sobre a corda bamba, que acabou produzindo um jeito de dançar que também lembra os trejeitos de um bêbado – situação em que freqüentemente se encontravam os marinheiros.

Assim, podemos entender melhor as letras das estrofes que se seguem:

Para bailar la bamba

Para bailar la bamba

Se necesita una poca de gracia

Una poca de gracia

Y otra cosita [ ou Para mi parti ]

Imagine a graça que é preciso ter, além de outra coisinha, para atravessar em uma corda sobre um mar repleto de vorazes tubarões

Oye arriba, oye arriba

Oye arriba iré

Oye arriba iré

Por ti seré

Por ti seré

Bamba la bamba

Bamba la bamba

Para cima Para cima ( claro! Para baixo você morre!)

yo no soy mariñero

yo no soy mariñero

Soy Capitán

Soy Capitán

Soy Capitán

Oye arriba Oye arriba,,,

...

Bamba la bamba

Para subir a el cielo

Para subir a el cielo

Se necesita una escalera larga

Una escalera larga

Y otra chiquita

Oye arriba Oye arriba,,,

...

Bamba la bamba

Alusão à escada grande que dá acesso ao topo dos grandes mastros – que leva aos céus. A escada pequena é a que dá acesso ao convés do barco, quando o marinheiro que caiu n’água e conseguiu nadar até o casco do barco – a escadinha por onde se sobe a bordo.

En mi casa me dicen

En mi casa me dicen

Que soy inocente

Porque quiero las chicas [ ou “Porque tiengo muchachas”]

Porque quiero las chicas [ ou “Porque tiengo muchachas”]

Del quince al veinte

Oye arriba Oye arriba,,,

...

Bamba la bamba

Alusão à inocência do marinheiro e malandragem com as mocinhas.

De mi casa a tu casa

De mi casa a tu casa

És sólo un paso

Y por eso yo paso

Y por eso yo paso

A darte un abrazco

Oye arriba Oye arriba,,,

...

Bamba la bamba

Neste verso, mi casa é o barco de onde sai o marinheiro e tu casa é o barco para onde ele tenta ir. Quando consegue chegar a bordo do outro barco dá e recebe abraços.

Cada país tem seus versos característicos e conta-se que são mais de trinta versos diferentes conhecidos popularmente na região. Além daqueles que são criados para ocasiões específicas de um tempo, local ou circunstância. Canta-se o estribilho e,como num repente, de improviso, a situação dá o mote.

Para brincar com os alemães, dos quais diziam não serem muito chegados a banho, foi feito um verso, cujo autor, por motivos óbvios ficou anônimo. Confira...

Depois do estribilho ... Bamba la bamba... entra o verso

Toda vez que me baño

Toda vez que me baño

Si rompe un caño

Y por eso me baño

Y por eso me baño

Una vez al año

Oi arriba oi arriba,,,

...

Bamba la bamba

... ... ... ....

Gracias, Gracias...

Olavo THADEU – Atualizando sempre!