10.9.07
SENTIDO HORÁRIO ou ANTI-HORÁRIO
21.8.06
O AMOR e o DESERTO
Ao deserto, cabe atravessá-lo...ao amor, cabe vivê-lo...ambos plenos em suas contradições!
É inútil procurar arco-íris no deserto...
Nas noites escuras, frias e secas, as estrelas cintilam com mais esplendor.
28.6.06
Quando precisar falar
7.6.06
“Copa tudo por dinheiro!”
Mais um dia
Hoje é 06.06.06 - Dia da Besta!
O Congresso foi invadido e depredado ... Violência ... Morte!
Calma pessoal!
Olha o noticiário:
“As bolhas do fenômeno existem, mas estão sob controle. Foi apenas um problema de costura!”
Estamos no país do futebol! É Copa!
“Copa tudo por dinheiro!”
3.6.06
J. Keats (1795 - 1821)

"A poesia nos deve surpreender pelo seu delicado excesso e não porque é diferente.
Os versos devem tocar nosso próximo, como se ele tivesse lembrado algo que nas noites dos tempos já conhecia em seu coração.
A beleza de um poema não está na capacidade que ele tem de deixar o leitor contente.
A poesia é sempre uma surpresa, capaz de nos tirar a respiração por alguns momentos.
Ela deve permanecer em nossas vidas como o pôr-do-sol:
Algo milagroso e natural ao mesmo tempo."
- J. Keats (1795 - 1821)
SEGUNDO ENCONTRO

Estou de volta ao lugar
Onde a vi pela primeira vez.
Não sei o que me fez voltar,
Vontade de revê-la talvez?
Mas é tão incerto que ela volte,
Pelos mesmos caminhos caminhar,
Quanto que dessa vontade eu me solte
E por aí consiga vagar!
Será que ela vai aparecer?
É necessário que ela apareça
Não sei o que pode acontecer,
Caso uma coisa dessas aconteça,
Uma coisa dessas que atrapalhe
E faça com que ela esqueça o caminho
É impossível que meu instinto falhe,
Mas se falhar, estarei sozinho.
Como é triste esperar
Algo que não se sabe se vem
Se alguém por aqui passar
Vai notar que espero alguém
Ah! Lá esta ela!
Segue a direção do vento!
Como uma nuvem fica bela
Contrastando o firmamento
Passou como um corisco,
Tirando da noite o escuro
Parece um animal arisco
Fugindo de algum apuro
Passou tão depressa
Que mal pude olhá-la
Mas que sensação é essa
Que me sumiu a fala?
Olavo THADEU – 08.05.1977
Encontro

Lá estava ela pela pradaria,
Correndo pelo rochedo,
Saltando por entre um arbusto.
De longe, eu a seguia,
Parecia de nada ter medo,
Mas, às vezes, por um susto,
Disparava em alta velocidade.
Que estranha criatura!
Quando de longe eu olhava,
Era toda tranqüilidade,
Mostrando sua postura,
Pelos prados desfilava.
Que estranha atração
Aquela criatura irradiava.
Seu porte, seu pelo, seu passo
Me forçavam uma aproximação.
Uma visão de longe não bastava
Para contemplar aquele espaço.
Quando me dei pela conta,
O quadro já me enchia a vista.
Eu a tinha bem perto,
Parecia um animal de monta,
Que esperava na pista
A hora do portão aberto.
A curta distância, eu a seguia,
Em movimentos rápidos, a segurança
De cada passo pisar o lugar certo.
Parece que já me pressentia!
Mas ainda com esperança
De poder vê-la mais perto...
Tarde demais...
Já havia me notado!
Não me parecia assustada,
Mas já estava em atenção,
Pois a vivência tinha ensinado
Que, ao por alguém ser admirada,
Despertava-se-lhe preocupação.
Ensinuei um movimento...
Foi o bastante...
Saiu em disparada
E, no mesmo momento,
Eu já a via distante
Com a crina em revoada.
Seu corpo esbelto eu vejo
Sumir na distância cada vez mais.
O que determina esse comportamento?
A curiosidade me inspira desejo!
Será que é pedir demais,
Que se repita esse momento?
O sol já desapareceu,
Terminando mais um dia,
Levando aquela imagem,
Eu volto pensando...
O que aconteceu?
Uma imagem que fazia
Lembrar uma criatura selvagem.
OlavoTHADEU – 01.05.1977
Que levou meu coração
Que me deixou com esperança
Que esqueceu da devolução
Será que a mãe não viu
Que meu peito ficou vazio
Será que a mãe não sabe
Que ao prender a filha
Prendeu meu coração
Que acontece nessa família
Ninguém se entende
Que confusão
Será que isso que chamam
Conflito de geração
Mas os psicólogos reclamam
Que haja uma aproximação
Será que a mãe não sabe
Que a criança quer liberdade
Que será dessa criança
Longe dos olhos da mãe
Que será dessa criança
Quando vier a ser mãe
Será que a mãe já pensou nisso
Adulto não liga para isso
Isso é coisa de criança
Minha senhora
Com todo respeito
Esse vazio no meu peito
Que eu sinto a toda hora
Foi o crime mais perfeito
Que já vi até agora
Minha filha é inocente
Não sabe o que faz
A senhora é conivente
E se julga incapaz
Deixe a criança em paz
TELEFONEMA
Alo
É você
Sou eu
Tudo bem
Tudo bem
E você
Você ligou
É liguei
Então eu liguei
Ah tudo bem
Como foi
Ah tudo bem
Ainda bem
Não deu grilo
Nenhum
Hum
...
Fala
Tudo bem
...
Que foi
Nada
Hum
Foi um brando
Que gozado
Que
A gente não se vê
É fica esquisito
Tudo bem mesmo
Claro
Não seu
Porque
Eu não te vejo
Como assim
Não vejo seus olhos
Ah
O que você pensa
Isso é gozado
Eles falam
Se falam
E eu não vejo
E daí
Não sei
Estou falando
Eu acredito
É bom
Mas não vejo
O que
O que você pensa
Olavo THADEU – 26.04.1977
A Virgem em seu Castelo
Uma vez conheci uma virgem
Que morava num castelo
Como era alto
Que vertigem
Mas como era belo
Eu tentava com um salto
Alcançar sua trança
Que beleza
Era o cabelo dela
Parecia uma criança
Que para esquecer a tristeza
Ficava na janela
Olavo THADEU – 24.04.1977
31.5.06
Quando eu te conheci
Quando eu te conheci
Eu te procurei
Demorei
Quase desisti
Mas consegui
Eu te encontrei
Quando te encontrei
Eu te deixei
Mas não agüentei
Não consegui
Eu voltei
Quando eu voltei
Não demorei
Logo te encontrei
Acho que achei
A quem sempre procurei
Alguma coisa mudou
Quando o tempo passou
Você me deixou
Mas eu não mudei
E novamente voltei
O que aconteceu eu não sei
Não sei
Se forcei
Só sei
Que te achei
Mas logo notei
Que eu não mudei
E, por alguma lei
Quando você voltou
Não sei se você notou
Mas você mudou
Tudo mudou
Ou nada mudou
Só continuou
Você não me contou
Como você ficou
Enquanto passou
O tempo que nos separou
Como é que você ficou
Todo tempo e não falou
Daquilo que você procurou
Enquanto você se afastou
E não encontrou
Será que o tempo que passou
Não demorou
Será que você encontrou
E não me falou
Agora, eu vou mudar
Quando você me deixar
Eu não vou te procurar
Não precisa se preocupar
Não estou a te ameaçar
Nem vá pensar
Que ferido, quero vingar
Vai ser difícil começar
Mas eu vou tentar
Você precisa pensar
Você precisa procurar
Você precisa encontrar
O que está a te faltar
Se um dia notar
Que não vai adiantar
Você pode voltar
Você vai me encontrar
Olavo THADEU – 23.04.1977
30.5.06
Que há contigo
Pergunta o amigo
É um negócio antigo
Que tento esquecer e não consigo
Quando ela passa, eu sigo
Nem penso no perigo
De encontrar um amigo
Ou, quem sabe, um inimigo
Que isso meu amigo
Perdeu a noção do perigo
Esse negócio antigo
Pode acabar contigo
É, meu amigo
Parece castigo
Estranhas o que digo
Por que não aconteceu contigo
O que aconteceu comigo
De noite, no meu abrigo
Quando estou só comigo
Penso tanta coisa e não digo
Quando estou contigo
Eu tento, mas não consigo
Você duvida do que digo
É como eu disse e digo
Não aconteceu contigo
O que acontece comigo
Olavo THADEU - 18.04.1977
Amor
Causador
Do sofredor
Amor
Encantador
Do cantador
Amor
Inspirador
Do escritor
Amor
Semeador
Colhedor
Recolhedor
Aguardador
Portador
Separador
Juntador
Novo amor
Inovador
Renovador
Aumentador
De amor
Amor
Integrador
Entregador
Curador
Não tira dor
De amor
O procurador
De amor
Achador
De amor
Sem ardor
É o amor
Olavo THADEU - 10.04.1977
Violência
Violência
É conseqüência
Da imprudência
Da consciência
Sem ciência
Independência
Regência
Presidência
Toda essa seqüência
Em evidência
Fez exigência
De obediência
Em decorrência
Deixou em carência
A adolescência
E a previdência?
E a providência?
É que a vivência
Exige prudência!
Olavo THADEU - 05.04.1977
29.5.06
Com muito amor e arte
Com muito amor e arte,
Cada um faz sua parte!
E, assim, vamos fazendo desse mundo,
Um lugar, onde um sentimento profundo
Faz cada um seguir sua estrada.
E, ainda que leve a quase nada,
Vai com a alma alegre e festiva,
Como uma matutina estrela ativa,
Que sabe, acaba-se ao sol,
Mas tem certeza do arrebol.
Olavo THADEU 06/08/99 20:47



