Every Poem you write here
You will never understand,
Because when the waves arrive,
They will allways go off the end!

27.5.21

 BOÇAL

Adoro esta palavra... Boçalidade ... Ela tem uma história curiosa e muito triste, ao mesmo tempo! Depois de 40, até 90, dias para cruzar o Atlântico, com as Galinhas d'Angola cagando na cabeça, os escravos que viajavam na parte inferior das naus, submetidos aquele movimento pendular constante, noite e dia, chegavam ao Brasil!
Depois da VIAGEM, em terra firme, o movimento pendular estava incorporado ao Sistema Piramidal e o corpo continuava a balançar, tentando recuperar o equilíbrio.
Assim, BOÇAL, com origem em boça, balanço do corpo, era o escravo recém-chegado: atordoado, sem saber o que estava acontecendo e sem condições de fazer qualquer tarefa, era inútil, até recuperar-se!
Alguns não se recuperavam e, quando não morriam, eram sacrificados.
Ninguém se interessava por um BOÇAL!
Pense na herança genética e na carga de uma simples palavra como esta!

Hoje, os Boçais são mercadoria muito apreciada!



5.10.13

Antes que Santos se esgote



Antes que Santos se esgote
Olavo Thadeu Fermoseli Câmara
Especial para “A Tribuna”
Subindo, de Santos para São Paulo, em um dia de Semana, com pouca probabilidade de muito tráfego, me vi partici­pante de um drama - o congestio­namento - e o que me chamou a atenção foi o desenvolvimento da cena e a movimentação dos perso­nagens. O cenário da Rodovia dos Imigrantes, iluminado por um sol de quase 40ºC, apresentava tráfego nor­mal, quando repentinamente o fluxo foi perdendo em velocidade até que os veículos se tornaram estáticos. Em um primeiro instante, ordenadamente justapostos sobre as gene­rosas pistas da moderna rodovia. Entretanto, os motores permane­ciam ligados e, no instante seguinte, alguns motoristas espertos buscavam uma posição mais avançada, aproveitando-se da saída cautelosa do companheiro da fila ao lado (“A outra fila anda sempre mais de­pressa.”) ou utilizando-se do acostamento que, em pouco tempo, estava totalmente congestionado. Na seqüência seguinte, a sirene insistente do Corpo de Bombeiros, que serpenteava vagarosamente o mar de veículos, tentando em vão alcançar um caminhão que, alguns metros acima, consumiu-se em chamas, an­tes que pudesse receber uma gota de água.
Até aqui a cena foi descrita tal como realmente aconteceu... mas...e se o caminhão transportasse carga combustível ou qualquer produ­to tóxico? É uma situação que se enfrenta frequentemente quando participamos deste drama que é su­bir e descer a Serra do Mar (e já está em cartaz há muito tempo). A ligação entre o litoral e o interior, através da Serra do Mar, sempre foi problemática, desde a chegada de Martim Afonso de Souza.
É interessante observar a atitude dos motoristas disputando cada centímetro de pista para estar mais a frente, não guardando distância do veículo que vai adiante ou obs­truindo o acostamento na tentativa, sempre frustrada, de ganhar tempo.
Em se tratando de uma situação que se apresenta problemática, frequentemente e de forma cíclica previsível. Cuja solução, no momento, é impraticável e demanda um determinado tempo, necessário se faz adotar procedimentos com vis­tas a minimizar seus efeitos nega­tivos.
Congestionamentos ocasionados por acidentes são muito freqüentes, ainda que o fluxo seja reduzido. Por outro lado, são freqüentes e previsíveis os congestionamentos de fim de semana, feriados ou temporada, neste caso, causados pelo intenso fluxo que demanda a Baixada ou dela regressa. Em ambos os casos, campanhas educativas, visando o comportamento dos motoristas seriam providenciais. Isto poderia ser feito através de Sinalização Educativa nas rodovias, distribuição de volantes (impressos) nos pontos de acesso às rodovias, postos de abastecimento, ou mesmo, no pedágio, com a orientação para motoristas, em caso de congestionamento e, principalmente, a forma e alternativas para evitá-los.
A participação dos meios de co­municação em tal trabalho é fundamental. Boletins informativos sobre as condições de tráfego nas rodo­vias através de rádio contribuem sensivelmente para a redução des­tes problemas.
As autoestradas ale­mãs apresentam, ao longo de seu percurso, placas indicando a freqüência da emissora que emite boletins sobre as condições do tráfego regional.
Atualmente, na Alemanha, existe uma forte consciência dos proble­mas ambientais decorrentes da abertura de novas pistas. Por esta razão, foi desenvolvido um programa para utilização racional das autoestradas que envolve, entre outras coisas, alternativas de transporte de massa concorrendo com as pistas, Central de Carona - “Mitfahrezentrale” - organização exis­tente em vários países, onde o moto­rista deixa seu destino e o número de lugares disponíveis que, por uma taxa econômica, permitirá a outras pessoas viajar de carona.
Num primeiro momento, o programa visa a redução do número de veículos trafegando pelas autoestradas e, ao mesmo tempo, reduz o consumo de combustível e a conseqüente emis­são de resíduos contaminando o ambiente. Ainda assim é intenso o fluxo nas autoestradas e normal a ocorrência de congestionamentos. A partir do momento que se verifica a ocorrência sistemática de congestionamentos em um de­terminado trecho, são pintadas faixas brancas sobre a pista sinalizando, em caso de parada, a distância a ser mantida entre um veiculo e outro. São os congestionamentos localizados que ocorrem em situações previsíveis no tempo e no espaço.
Nestas situações, uma placa luminosa avisa que a “tantos” quilômetros, à frente, a pista encontra-se congestionada, permitindo a redução gra­dual da velocidade, com economia de combustível e sem risco de acidentes.
Um exemplo típico é o entronca­mento de Piaçaguera, ou a entrada de Santos, quando um fluxo esparramado se afunila, desembocando no centro da cidade.
Os ônibus de funcionários que demandam Cubatão concorrem ou divergem de um mesmo ponto em horários previstos causando enormes congestionamentos. A sinalização de pistas preferenciais, o controle dos horários de entrada e saída e a orientação adequada de seus motoristas resultariam em melhores condições para seu trabalho, evitando acidentes e atrasos. Estas medidas podem ser adotadas em curto prazo, porém, a médio e longo prazo, o transporte de massa, através da estrada de ferro que já existe, com ligação até o planalto, contribuiria para a redução gradual do problema de acesso não somente a Cubatão, como também a São Paulo.
 A solução que defende a construção de mais uma pista de acesso ou a ampliação das atuais merece uma análise mais abrangente, que avance além dos custos financeiros e dos impactos ambientais sobre a Serra do Mar. A Baixada Santista constitui-se em um pólo de atração turística, cujo raio de ação se estende para além dos limites da Grande São Paulo. Na medida em que o acesso a este pólo é facilitado, compromete-se a sua atratividade.
As praias são a principal atração da Baixada Santista e quando estas se tornam impraticáveis, em conseqüência de superpopulação flutuante ou não, caracteriza-se uma situação de esgo­to, e aqui não se refere ao esgoto sanitário, que também é um problema que se agrava nestas circunstâncias, mas a um conceito mais abrangente.
Este fenômeno foi estudado por biólogos que observaram o homossexualismo em grupos de ratos, em processo de superpopulação, e conseqüente escassez de alimentos, como mecanismo de controle da população flutuante, a fim de evitar o esgoto. A antropofagia, em outros grupos, funciona como mecanismo inibidor do esgoto. Assim foi observado que, em grupos de esganagatas, o fenômeno de se alimentar do se­melhante estava associado à superpopulação, desaparecendo assim que o equilíbrio fosse restabelecido. Desta forma, entendendo os mecanismos naturais de controle do equilíbrio populacional, ou concentração de indivíduos em um determinado meio, transferimos o conceito para grupos humanos e qualidade da vida. Na medida em que aumentamos a acessibilidade à Baixada Santista, estamos possibilitando que um número cada vez maior de indivíduos atinja este ponto em menor tempo. Isto significa um aumento do número de automóveis em circulação, aumento do consumo de água e alimentos e o conseqüente despejo de resíduos - neste caso, o esgotamento sanitário - concentrados em um pólo de atração (neste caso parti­cular, uma ilha).
Os efeitos negativos do esgoto são sentidos não somente pela população que de­manda o pólo (população flutuante), mas também pela população que nele reside. Sendo que a primeira tem como alternativa escolher outro local para seu fim de semana ou férias, enquanto a segunda vive neste pólo e ainda mais, depende economicamente da vinda da primeira.
Para se entender ainda melhor de que forma a atratividade é inversamente proporcional à acessibilidade, besta observar Guarujá, principalmente, quando se cogita da construção de uma ponte, em substituição às balsas que operam a morosa travessia. Até o momento os velhos ferry-boats funcionam como mecanismo inibidor do fluxo em direção a Guarujá, preservando, de certa forma, a atratividade das praias da ilha de Santo Amaro, não permitindo que ali se instale uma Situação de esgoto.
Assim como para se freqüentar uma praia menos poluída e mais tranqüila, enfrentamos a fila da balsa, precisamos aprender a conviver com o congestionamento, evitando acidentes, lembrando que, de alguma forma, ele contribui como mecanismo inibidor do fluxo em direção à Baixada Santista, preservando o que resta desta situação de esgoto.
Olavo Thadeu Fermoseli Câmara é Arquiteto e Professor
Artigo publicado na página 33 do jornal A TRIBUNA
- Domingo, 25 de janeiro de 1987

27.4.11

Origem da Palavra TRABALHO

                         Quando você quiser saber a origem de uma palavra, o melhor lugar para começar é um dicionário Ah! O meu inseparável companheiro Aurélio. E, lá, no verbete Trabalhar, para onde somos remetidos, quando buscamos Trabalho, vamos encontrar:
Trabalhar. [ Do lat. vulg.*tripaliare ‘martirizar com o tripaliu’ ( instrumento de tortura)[...]”
            Tripaliu nos remete a velha Roma dos Césares...Centro do Grande Império, era também para onde convergiam grandes contingentes em busca de oportunidades que, lá chegando, não tendo onde morar, faziam nas catacumbas o seu abrigo provisório. Como, a cada dia, chegavam novos, as catacumbas estavam sempre sobreocupadas. Não é nem um pouco agradável, mas possível de se imaginar os subsolos de Roma: insuficientes em iluminação e ventilação, servindo de canalização para o esgoto da grande metrópole. Um aglomerado de subnutridos, naquelas condições, compunha o ambiente para eclosão de epidemias que podiam se transformar em pandemia, com riscos para todo cidadão romano, inclusive os da elite.
 Cansado de colocar os Pretorianos no encalço dos ocupantes das catacumbas, Nero - conhecido como louco, por ter colocado fogo em Roma, na verdade, foi um iluminado, seu preceptor foi ninguém menos que Sêneca.
 Expulsos num dia, os invasores das catacumbas para lá retornavam, construindo uma verdadeira cidade nos subterrâneos de Roma – a “suburbe” (embaixo da cidade). Hoje, quando dizemos subúrbio, estamos nos referindo à “cercanias de cidade” tal como consta no Aurélio.
Após o incêndio, começou o projeto e a construção de uma Nova Roma. Com o erário falido, Cesar recorreu aos cidadãos  da Urbe e da Suburbe para construir a Nova Roma, por honra, glória e prazer, ou seja, nada se pagava aos cidadãos. Dá pra imaginar que as revoltas e problemas eram frequentes. Preguiçosos, revoltados e outros que se recusassem a participar da construção eram submetidos ao açoite do tripalium, colocados de joelho, ou de quatro, com as mãos protegendo a cabeça, apoiada sobre o solo.
Aproveitando o ensejo, a expressão “O Trabalho dignifica e enobrece o homem.” Tem sua origem nesse episódio. Para entender melhor, procure a origem das palavras
dignificar > digno  e enobrecer >nobre...
Olha por onde elas passaram: Digno,reto,ereto, de cabeça em pé; e Nobre: forte, resistente, como as madeiras nobres.
Se bem observarmos, muitos dos nossos subúrbios guardam semelhanças com a “suburbe” romana. A Roma, de cima, é considerada “Cidade irmã de Brasília” porque ambas nasceram de um projeto; não sugiram espontânea e desordenadamente como é da natureza das cidades, mas a partir de uma ordem: em Roma do César e em Brasília do Presidente - a partir de um Projeto.

3.2.11

IMAGEM NA AÇÃO I M A G I N A A Ç Ã O

   De repente, você imagina alguma coisa. Não! Não pode ser! Não é possível! Isso não pode acontecer! Não dá! Mas esta coisa começa a andar pela sua cabeça. Você começa a sonhar: sonhar com o que você quer. Imaginar o que você quer. Comece a escrever o que você quer. Procure as coisas que antecedem o que você sonha. Cerque seu sonho. Realize-o!  É preciso imaginar. É preciso sonhar. Os sonhos e as imaginações serão as realizações. Mas é preciso planejar. É preciso trabalhar. É preciso parar, um pouco, de sonhar para poder realizar. Nós sonhamos. Nós imaginamos. Nós planejamos. Nós estamos trabalhando, mas ainda não realizamos. Pois o sonho não se acaba. Sonhávamos com muita coisa. Realizamos alguma coisa. Não podemos esquecer o que realizamos. Nem podemos lembrar só o que realizamos. Precisamos continuar sonhando para poder continuar realizando. Venha sonhar com a gente! Venha realizar com a gente!
Para o número de abertura do Jornal “No Ato”
Curso de Publicidade da
EESG Prof. Primo Ferreira Santos, 07 de maio de 1977.
Prof Olavo Thadeu

14.5.10

É TUDO A MESMA COISA!



Hoje, amanhecemos conversando sobre as pessoas que não sabem a diferença entre "de" e "para" - questão de preposição: pré – posição!!!

Quando uma pessoa começa a se irritar com minhas conjecturas, dizendo que É TUDO A MESMA COISA, tanto faz "de" ou "para"!

- Plano DE Desenvolvimento e 
Plano PARA Desenvolvimento,
por exemplo!

É TUDO A MESMA COISA!” 
  Insistindo...  "TANTO FAZ...NÃO FAZ DIFERENÇA!"

            Eu falo...

– Fulano, vamos deixar isso pra lá ...
Vamos comer um doce PARA coco!!!


TÓÓÓIIIIIMMMMM


Bate na cabeça da pessoa: os neurônios acordam e ela começa preguiçosamente a pensar...
        – Será doce DE coco ???? Ou doce PARA coco????

Esse tipo de pessoa, quando está pensando, não fala...transmuta! Então, eu complemento:

– FULANO! É TUDO A MESMA COISA!

Vamos comer o docinho!!!

Açúcar é combustível para atividade cerebral!


Que bem faz pensar!


De manhã...
Com os neurônios ainda sonolentos... 
Que maravilha!

3.4.09

INTERNÉTICA – A ÉTICA na Internet

Você sabe utilizar seu e-mail? Tem certeza? Então vejamos...
O pior é que as pessoas que não lêem os e-mails longos, com  “muito texto”, muitas vezes são justamente aquelas que fazem  o que você vai ver agora.
Regras importantes:

1.      Quando for enviar uma mensagem para mais de uma pessoa, não envie com o “Para” nem com o “Cc”, envie com o “CCO” (Com Cópia Oculta), que NÃO mostra o endereço eletrônico de nenhum destinatário. Cada pessoa que receber não saberá quem são os demais destinatários. Caso o texto de sua mensagem contenha endereços eletrônicos, apague-os, antes de “re-encaminhar”. Se necessário substitua o símbolo “@” por “at”.
2.       Retire do título (Assunto) de sua mensagem os “En”, “Enc”, “Fwd”, “Re”, Res”, e deixe somente o assunto, porque além de deselegante, essa é uma das formas dos spammers saberem que a mensagem tem muitos endereços ali dando sopa. E reparem também, que estas mensagens contém, pelo menos, muitos endereços de e-mails diferentes. Quando todos fizermos isso, livraremos a Internet da maioria dos vírus e propagandas indesejadas.
3.      Ao encaminhar suas mensagens, encaminhe a mensagem que REALMENTE contenha o anexo ou o texto desejado, e não aquela que está em sua “Caixa de Entrada” - aquela do ícone envelopinho - não tenha preguiça - abra a mensagem e a reenvia em aberto. Fazendo isso, o seu destinatário NÃO terá que abrir 10 anexos (os ícones envelopinhos) antes de chegar ao que realmente interessa. Além disso, aquele montão de endereços eletrônicos pelos quais a mensagem já passou também não aparecerá, para que depois sejam “ROUBADOS” pelos senhores spammers, que são os chatos que te mandam os e-mails que você não solicitou e não sabe, sequer, de onde veio, e além do mais você não estará se arriscando pegar algum vírus na mensagem anexada.- NÃO CONFUNDIR “ANEXO” COM “MENSAGEM ANEXADA” ANEXO pode ser: .doc, .pps, .mid, .wav, .vma, ou outro arquivo qualquer.- “MENSAGEM ANEXADA” é quando você recebe uma mensagem com um ícone do envelopinho, ou quando você salva uma mensagem e depois reenvia aquela mensagem como anexo - ENTENDEU ?

4.      Não acredite em tudo o que você lê:
a. NÃO é porque alguém escreveu quatro degraus anteriores da pirâmide que é verdade (observe, é mais uma mera mentira).
b. NÃO existe uma organização de ladrões de fígado ou rim. Ninguém está acordando numa banheira cheia de gelo, mesmo se um amigo jurar que isto aconteceu ao primo do amigo dele.
c. NUNCA abra anexos com arquivos .exe, delete-os mesmo que a piada possa ser muito boa (lembre-se que “A curiosidade matou o gato”). Só abra esse arquivo se a pessoa que o mandou é de sua inteira confiança, mesmo assim confirme se essa pessoa realmente te mandou este arquivo.
d. NÃO existem os vírus “Good Times”, “Bad Times”, “Sapinhos Budweiser’ etc. Na verdade, você NUNCA, mas NUNCA mesmo, deve reenviar qualquer e-mail alertando sobre vírus, antes de primeiro confirmar se um site confiável, de uma companhia real, o tenha identificado. Tente em: www.symantec ou http://www.antivirus.com, e mesmo assim, pense duas vezes antes de passar adiante. Lembre-se, alguns vírus podem infectar a máquina só depois de serem lidos no Outlook. É mais um terrível terrorismo on-line. Retire algumas palavras chaves do e-mail sobre vírus e lance na pesquisa do GOOGLE – http://www.google.com.br com certeza, irá se surpreender com as referências!
e. Se você estiver realmente pensando em passar adiante aquela mensagem que já está no décimo degrau da pirâmide (ou na décima geração), tenha pelo menos a delicadeza de cortar aqueles 8 quilômetros de cabeçalhos, de todo mundo que a recebeu nos últimos 6 meses. E você também NÃO vai ficar doente se retirar todos os que começam as linhas. Além disso, seu amigo provavelmente já a recebeu.
f. Existem mulheres que estão realmente sofrendo no Afeganistão, e as finanças de diversas empresas filantrópicas estão vulneráveis, mas reenviar um e-mail NÃO ajudará esta causa. Se você quiser ajudar, procure seu deputado, a Anistia Internacional ou a Cruz Vermelha. E-mails de ‘ abaixo-assinado” geralmente são falsos, e nada significam para quem detém o poder fazer alguma coisa sobre o que está sendo denunciado. “São apenas meios de obterem endereços eletrônicos”.
g. NÃO existe nenhum projeto para ser votado no Congresso que reduzirá a área da Floresta Amazônica em 50%; e nem para deixar de cobrar pedágio; portanto NÃO perca tempo nem “pague mico”, assinando e repassando aqueles furiosos abaixo-assinados de protesto, ou comunicando este tipo de coisa.
h. Você NÃO vai morrer nem ter má sorte no amor ou algo semelhante, se arrebentar” uma corrente. Isso não é questão religiosa.
i. Escrever um e-mail ou enviar qualquer coisa pela Internet é tão fácil quanto rabiscar os muros de uma área pública. NÃO acredite automaticamente em tudo. Observe o texto, reflita, analise, tudo isto antes de repassar aos seus amigos.
j. Quando receber mensagens pedindo ajuda para alguém, com alguma foto comovente, não repasse apenas “para fazer a sua parte”, pode haver alguém cheio de má intenção por traz deste e-mail. Analise-o, se houver dados do enfermo/aleijado, consulte o telefone, verifique a veracidade das informações. Se o telefone for um celular, mesmo depois de confirmar dados, não creia. Afinal, próximo de sua casa, há sempre alguém carente que você poderá ajudar efetivamente, se esta for sua opção de vida, tão digna, porém, explorada por mal intencionados.

k. Cuidado! Muito cuidado ao repassar mensagens-lista de dados de pessoas, que a cada um vai assinando, colocando seus endereços e telefones reais. Podem facilmente serem utilizados por assaltantes, seqüestradores, meliantes maus elementos, etc. etc. Ou podem ser apostos a outra solicitação cuja causa não seja bem do seu interesse.
l. Agora SIM, divulgue esta mensagem para seus amigos e conhecidos, e ajude-os a colocar ORDEM nessa imensa casa chamada Internet. E lembre-se, cada dia chegam milhares de inexperientes na Internet, e quanto mais pudermos ensinar, será de grande valia a todos. Sempre repasse, aos novatos, este tipo de informação, afinal, estes são detalhes que não se aprende em escolas, mas aqui, através da boa vontade de uns para com os outros, ensinando-os a exercer este direito.
m. NUNCA se melindre por alguém estar lhe corrigindo em algum destes erros aqui mencionados, você apenas é mais uma vitima “cheia de boas intenções” e nem seria preciso repetir aquele provérbio:


“De boas intenções o inferno está cheio.”

Usina Nuclear de Angra dos Reis


Fico imaginando um diálogo entre os responsáveis pela escolha da equipe técnica responsável pela construção da usina em Angra dos Reis...- "Não põe Arquiteto na equipe não...eles vão querer ouvir os índios e outras viadagens...temos prazos, contratos e isso vai levar um tempão."
Pois é, não ouviram os índios e a usina tem sérios comprometimentos estruturais (leia-se rachaduras) que impedem seu funcionamento pleno, conforme previsto e construído. Este, entre tantos outros episódios, é suficiente para justificar meu interesse pela origem dos nomes dos lugares e das palavras, em geral.

















 

 “Lutar com palavras
é a luta mais vã.
Entanto lutamos
mal rompe a manhã. “
 - Carlos Drummond de Andrade, em O LUTADOR.
A Usina Nuclear de Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, foi construída numa bela enseada batizada pelos índios que viviam na região com o nome de "Itaorna" que, em tupi-guarani, quer dizer "pedra-podre", provavelmente devido aos frequentes deslizamentos de terra que ocorrem em toda região no período das chuvas.
Num destes deslizamentos, há muitos anos, muito próximo ao complexo, um morro inteiro deslizou até o mar levando consigo um laboratório da Usina. 




A ponte, localizada uma curva antes de Itaorna (para quem vai do Rio em direção a Santos), foi construída no local onde existia o morro. Talvez aí resida uma das grandes diferenças entre engenheiros e arquitetos???!!!




“Itaorna, em tupi-guarani significa “pedra mole” ou “pedra podre”. Se houvesse alguém com alguma curiosidade (ou erudição) por certo teria alertado os construtores para a inadequação do lugar (pelos aspectos geológicos) para a tão importante construção, porque, simplesmente, um terreno de pedra podre não se prestaria para uma construção que necessitará de tantos cuidados estruturais.”